séc. VII – papa e mártir – “Martinho” quer dizer “guerreiro”, “belicoso”
Natural de Todi, Itália, S. Martinho I foi o sucessor do papa Teodoro, conduzindo a Igreja por seis anos (649-655), em um período agitado por questões político-religiosas. O imperador Constante II, num documento, havia tomado partido a favor de dois grupos heréticos; os monotelitas, que afirmavam existir uma só vontade em Cristo; e os monofisitas, que defendiam a existência de uma única natureza em Jesus. No Concílio de Latrão, não só a intromissão do imperador em assuntos eclesiásticos foi repudiada, como seu documento foi condenado. Desencadeou-se, então, uma onda de perseguições e de atentados contra Martinho, culminando com sua prisão e deportação para Constantinopla. Após um ano e cinco meses de viagem por mar, chegou a Constantinopla, debilitado pela fome e sede. Por um dia inteiro ficou estendido ao chão, sob a zombaria da multidão. Depois foi despido, acorrentado e lançado em uma prisão. Tal era seu sofrimento que um dia suplicou: “Façam de mim o que quiserem; qualquer morte será para mim um benefício”. Transferido para Criméia, morreu de inanição no mais absoluto abandono, no dia 16 de setembro de 655.